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domingo, 8 de agosto de 2010

Para meu amado Manoel

Esses seus cabelos brancos, bonitos, esse olhar cansado, profundo
Me dizendo coisas, num grito, me ensinando tanto do mundo...
E esses passos lentos, de agora, caminhando sempre comigo,
Já correram tanto na vida,
Meu querido, meu velho, meu amigo

Sua vida cheia de histórias e essas rugas marcadas pelo tempo,
Lembranças de antigas vitórias ou lágrimas choradas, ao vento...
Sua voz macia me acalma e me diz muito mais do que eu digo
Me calando fundo na alma
Meu querido, meu velho, meu amigo

Seu passado vive presente nas experiências
Contidas nesse coração, consciente da beleza das coisas da vida.
Seu sorriso franco me anima, seu conselho certo me ensina,
Beijo suas mãos e lhe digo
Meu querido, meu velho, meu amigo

Eu já lhe falei de tudo,
Mas tudo isso é pouco
Diante do que sinto...
Olhando seus cabelos, tão bonitos,
Beijo suas mãos e digo
Meu querido, meu velho, meu amigo


Composição: Roberto Carlos e Erasmo Carlos

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Meu primeiro dia na escola

Às vezes, quando busco imagens de minha infância, encontro apenas algumas passagens tão rápidas quanto um flash. Não consigo me lembrar do primeiro dia na minha escola, mas duas remotas lembranças acompanham-me até hoje.

Lembro-me de um final vespertino, esperando minha companhia (acho que era minha "tia" que possivelmente era minha vizinha também) no terraço da escola para poder ir para casa. Enquanto ela despachava os outros colegas, uma agitação na rua em frente se deu: era um "doido" jogando pedras nas pessoas que o insultavam, assim me falou o namorado dela. Eu tentava fechar a grade, eles riam.
- Está tudo bem, ele vai embora. - Disse ele.
Deve ter ido, pois não me lembro de mais nada sobre esse ocorrido.

Outro flash recorda-me as vezes em que chegava em casa com "rochas", como conta minha mainha, de tantos chutes nas canelas que levava dos coleguinhas. Que menino mole! Não sei bem o porquê, mas um belo dia, essa moleza passou... Com o "cão no couro", insultei, inflamei, aticei, provoquei: lápis voaram de uma sala para outra por cima das paredes, caderninhos foram jogados no chão. Então, na mesinha quadrada do jardim da infância, onde quatro anjinhos compartilhavam os primeiros saberes, meu carrasco tentou revidar me chutando por baixo da mesa, pra quê?! Ao levantar-se, fora golpeado por um cruzado certeiro de direita em sua venta. Uma explosão sanguínea ocorreu, parecia uma cachoeira! Acho que foi a primeira vez que vi sangue. Bem, a partir daí, estou na frente da turma, numa espécie de palco, recebendo o castigo para aprender a ter bons modos. Ora, claro! Depois de apanhar tanto, senti certo orgulho no olhar da minha "tia", ela tinha pena de mim. Por não lembrar mais, concluo que foi a última vez, pelo menos nessa escola. Contudo, essa moleza perdurou durante um bom tempo, mas isso é outra estória.

Hoje, mais de três décadas se passaram, esses poucos flashes perturbam-me mais uma vez. Isto porque hoje tive o prazer, a felicidade de levar minha princesa para o primeiro dia de aula em sua escola. Tudo bem, desde os 4 meses de vida ela é cuidada por babás em creches. Contudo, isso não tirou nossa emoção em ver aquele pingo de gente, tão desejado, tão amado, vestindo sua primeira farda, seu primeiro par tênis preto, sua primeira bolsa personalizada, seu primeiro livro. Ah, todo aquele material escolar. Filmagens, fotos, sorrisos... Que maravilha!

Desejo que as lembranças de sua infância, desde sua escolinha, sejam grandiosas! Não apenas flashes, mas filmes inteiros, todos merecedores de um Oscar. Que sejam repletas de sons, de cores, de alegria. Alegria igual a essa que vivo hoje, porque você está aqui, comigo. Dois anos e cinco meses maravilhosos!

Amo "soçê", Marcelle Sophia.

Ah! Amanhã tem aula de novo.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O elevador

Olá,

hoje foi um dia muito triste.

Perdemos de maneira trágica um colega de trabalho. Uma irracional conversão proibida em um sinal de trânsito, uma Scania levou a vida de Ivan, conhecido por todos como Ivanzinho. Não o conhecia bem, mas nos poucos momentos de contato, percebia que era muito prazeiroso conversar banalidades com aquele senhor juvenil, empolgado, assíduo jogador de futebol - carinhosamente apelidado de "Ivan arranca touco", por seu vigor nas jogadas -, motociclista respeitado...

Apoiei seu afilhado, Igor, no momento de dor... Era o mínimo que eu podia fazer pelo meu amigo atordoado e transtornado com a brutal perda de seu padrinho.

Dois mil e nove também levou Tarsis, caramba! Quem poderia imaginar? Prestes a se aposentar foi traído pelo próprio corpo. Não aproveitou a vida depois de tanta dedicação a mesma instituição de Ivan, Igor e Marcelo.

Rodolfo Danilo também se foi... Mais uma vez, uma moto levou a vida de um jovem compromissado com o trabalho, inteligente, destemido, fiel a Deus.

E assim, nunca mais quero encontrar alguém na subida do elevador do trabalho, porque foi lá, nos poucos segundos de subida, que tive a última conversa com Ivan e Tarsis.

Adeus, amigos.

Para a Rosa das Rosas

Ainda bem, Tutu.

Beijão

Marcelo Man


Ainda Bem

Ainda bem
Que você vive comigo
Porque senão
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá
Nos dias frios em que nós estamos juntos
Nos abraçamos sob o nosso conforto
De amar, de amar

Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte

Ainda bem
Que você vive comigo
Porque senão
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá
Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte

Nesse mundo de tantos anos
Entre tantos séculos
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Nosso encontro
Nós dois, esse amor.

Entre tantos outros
Entre tantos séculos
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Esse encontro
Nós dois, esse amor

Entre tantas paixões
Esse encontro
Nós dois, esse amor.

Vanessa da Mata
Composição: Liminha/Vanessa da Mata

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Meu pai, minha mãe...

Pedindo licença ao autor e a um grande amigo, GBAT, deixo um pequeno poema, curtinho, mas infinito em sentimento.

Beijos, Mainha e Manoel.

Marcelo Man

"... se um dia, já homem feito e respeitado, sentires que a terra cede a teus pés, que tuas obras se desmoronam, que não há ninguém à tua volta para te estender a mão, esquece a tua maturidade, passa pela tua mocidade, volta à tua infância e balbucia, entre lágrimas e esperanças, as últimas palavras que sempre te restarão na alma: "Meu pai, minha mãe...".

Aos pais. - Rui Barbosa.